terça-feira, 20 de julho de 2010

Ficou Tanto Por Dizer!

"Gastamos horas
com conversas vãs
Enquanto o principal
por capricho dos dois
Deixamos sempre pra depois

Quantas as vezes os nãos...
Escondiam um sim

E quantas vezes a distância
Me tornou deserto
E te desejei ao pé de mim

Deixamos tanto por dizer (...)

Restou o frio
Da partida
Um mar de raiva
A despedida

Ficaram nos teus gestos
Sorrisos
E sem querer
Palavras muitas por dizer

Ficou tantou por dizer"

sábado, 10 de julho de 2010

E se o Obama fosse português?

É uma boa pergunta! E se o Obama fosse português?

Bem se ele fosse português...
Talvez, iluminaria um pouco as nossas vidas, nem que fosse com a esperança na mudança!
Se calhar todos teríamos vontade de ouvir discursos políticos e no dia das eleições a abstenção fosse menor!

Mas o cenário mais provável, seria que a expressão "Yes we can" traduzida não tivesse a mesma força e valor! Porque normalmente o que é nosso não é valorizado!

Assim sendo, o Obama seria só mais um no meio de muitos que lutam pela diferença e a esperança e o nosso Socrátes não teria com o que se preocupar!

quinta-feira, 1 de julho de 2010

Hoje li ...

"Acordo de noite subitamente.
E o meu relógio ocupa a noite toda.
Não sinto a Natureza lá fora,
O meu quarto é uma coisa escura com paredes vagamente brancas.
Lá fora há um sossego como se nada existisse.
Só o relógio prossegue o seu ruído.
E esta pequena coisa de engrenagens que está em cima da minha mesa
Abafa toda a existência da terra e do céu...
Quase que me perco a pensar o que isto significa,
Mas estaco, e sinto-me sorrir na noite com os cantos da boca,
Porque a única coisa que o meu relógio simboliza ou significa
É a curiosa sensação de encher a noite enorme
Com a sua pequenez..."


Alberto Caeiro (Heterónimo de Fernando Pessoa)




Porque há momentos em que o tempo deixa de ser o mais importante, os prazos são irrelevantes e o que realmente importa é o momento e não as consequências!
É pena, é que depois caímos na realidade e nos damos conta que tudo tem uma hora para acontecer ...

segunda-feira, 28 de junho de 2010

Hoje apetece-me dizer !...

Que gosto de pessoas, não de todas, mas das suficientes.
Gosto de pessoas com personalidade forte, que me digam NÃO e se eu perguntar porquê, que respondam "Porque me apetece!". GOSTO DE PESSOAS DESCONCERTANTES ... que tenham objectivos e que me surpreendam!
Gosto de sorrisos, de gargalhadas e odeio lágrimas, mesmo que sejam de felicidade! Porque havemos de chorar de alegria se podemos simplesmente sorrir?
Bem, não gosto de fragilidade, de quem sofre por coisas futéis e não gosto do que é perfeito, irrepreensível,normal... Não gosto e não acredito em segundas oportunidades.
Eu gosto de ganhar, odeio quem diz "Ganhar ou perder é desporto!".
Ah, gosto que tenham coragem de me repreender e gosto daqueles que mesmo com o meu feitio gostam de mim ...

Gosto do meu passado, do meu presente e sei que hei-de gostar do meu futuro, porque eu simplesmente acredito em mim e nas pessoas que têm aquilo que eu gosto e mesmo as que não têm eu dou o meu voto de confiança!

terça-feira, 22 de junho de 2010

Faz A Diferença!

“Num mundo caótico como o nosso, acreditar é dar um sentido, é afirmar que o que existe pode mudar e que eu sou responsável por essa mudança.”
Roger Garaudy


Nós, portugueses, temos por natureza um espírito derrotista, à primeira adversidade desistimos, deixamo-nos “levar pela onda”, levando uma vida sem objectivos e, por fim, só nos resta queixar do “sistema”.
Isto faz com que as pessoas mergulhem na passividade e deixem de lutar pelo que acham o melhor.
É necessário não ser mais um no meio de tantos outras, é preciso sair do estado de resignação e fazer a tal diferença de que tanto se fala.
Se calhar, sou injusta quando digo que é uma mentalidade tipicamente portuguesa, talvez seja algo generalizado, à escala mundial.
Talvez sim, talvez não …
A ideia é fazer a diferença sem que com isso prejudiques alguém, o objectivo é que se lute pela mudança, sê tu mesmo e luta pelo que acreditas como se não houvesse amanhã, mesmo que seja difícil!

Por isso, minha gente saiam da lama, marquem o vosso território e façam a diferença …

PS: Fica a Ideia :D

sexta-feira, 18 de junho de 2010

“O Sorriso” de José Saramago chega ao fim!


"Não há dois sorrisos iguais. Temos o sorriso de troça, o sorriso superior e o seu contrário humilde, o de ternura, o de cepticismo, o amargo e o irónico, o sorriso de esperança, o de condescendência, o deslumbrado, o de embaraço, e (por que não?) o de quem morre. E há muitos mais. Mas nenhum deles é o Sorriso.
O Sorriso (este, com maiúsculas) vem sempre de longe. É a manifestação de uma sabedoria profunda, não tem nada que ver com as contracções musculares e não cabe numa definição de dicionário. Principia por um leve mover de rosto, às vezes hesitante, por um frémito interior que nasce nas mais secretas camadas do ser. Se move músculos é porque não tem outra maneira de exprimir-se. Mas não terá? Não conhecemos nós sorrisos que são rápidos clarões, como esse brilho súbito e inexplicável que soltam os peixes nas águas fundas? Quando a luz do sol passa sobre os campos ao sabor do vento e da nuvem, que foi que na terra se moveu? E contudo era um sorriso.
(...)
Sorrir assim, mesmo sem olhos que nos recebam, é o verbo mais transitivo de todas as gramáticas. Pessoal e rigorosamente transmissível. O ponto está em haver quem o conjuge."



Saramago era, sem dúvida, o maior e mais incompreendido autor português. A sua morte é uma enorme perda, quer pelo o que representava, quer pelo seu espírito irreverente! Era um Homem (com "H" maiúsculo, sem dúvida)que dizia simplesmente o que pensava, e isto é o que mais admiro nele... Talvez por isso fosse tão incompreendido.

Muitos diziam, "Já tem idade para ter juízo!", mas pessoas como ele não têm idade, são intemporais! Eu acredito que Saramago será para sempre recordado, não só pela geração dos meus pais, pela minha, mas também por todas as gerações que estão por vir.



Morreu José Saramago!
O seu sorriso chegou ao fim, mas fica a sua obra que fará com que seja para sempre recordado...

quinta-feira, 17 de junho de 2010

Porque é que “Aqui não há censura”?




Bem, aqui não há censura porque a tua liberdade termina onde começa a minha, tu respeitas os meus limites e eu respeito os teus!
Isto faz de mim uma pessoa egoísta? Eu acho que não ...
Liberdade não é egoísmo, é direito, é respeito, é regra de um bom convívio social.


Se existe esta regra para quê CENSURAR? Basta respeitar!


PS: Por vezes, ouvimos a famosa frase feita, “Uma imagem vale mais do que 1000 palavras”. Neste caso vale mais do que 1000000000000000000 palavras.